Acreditam os pesquisadores que a cerveja apareceu de forma natural e sem premeditação na humanidade.
Nossos ancestrais masculinos saiam em busca da caça e deixavam suas mulheres responsáveis pelo plantio e coleta dos frutos da terra.
A cevada foi provavelmente o primeiro cereal utilizado na alimentação e já era cultivado em 6.000 AC na Suméria. O trigo, cereal mais nobre, só apareceu depois.
Com a cevada se fazia o pão, o alimento nosso de cada dia e deste pão originou se a nossa cerveja,
IMAGINE: Uma mulher da época deve ter esquecido em algum lugar úmido a massa do pão de cevada que estava fazendo. Essa massa fermentou e produziu um liquido. Imagine agora um homem chegando da caça; louco, esfomeado. Ele deve ter visto aquele “coisa” e nem pestanejou... Vou comer de qualquer jeito! Deve ter ficado “alegrinho” e pediu para a mulher repetir a receita que desde então só evoluiu. Caiu no gosto da humanidade, e é hoje a terceira bebida mais consumida no mundo. Somente atrás da água e do chá.
Na antiga Babilônia já existiam diversos tipos de cervejas, com diferentes aromas e combinações de ervas.
O Código de Hamurabi já previa punições severas, até mesmo com a morte, para aqueles que não respeitassem os critérios de produção da cerveja ou taberneiros que tentassem enganar seus clientes.
Na Suméria 40 % do cereal eram destinados às cervejarias, chamadas na época de “casas de cerveja”, sempre mantida pelas mulheres. O mesmo aconteceu no Egito, no Império Romano, na Mesopotâmia.
No Egito se os faraós não quisessem greve durante a construção das pirâmides, tinham de fornecer muita cerveja para seus trabalhadores. Fizeram leis regulando o quanto de grão deveria ser destinado à cerveja e quanto destinado ao pão. Esta deve ter sido uma briga difícil, pois todos queriam fazer somente cerveja... E como se alimentava uma criança só com cerveja?
Houve épocas em que os grãos de cevada foram usados como moeda, tamanha a sua importância.
Na antiguidade somente as mulheres eram reconhecidas como as legitimas criadoras da cerveja, dotadas de poderes “divinos” para a confecção da mesma.
O nome cerveja vem da deusa “Ceres” protetora das mulheres e dos grãos, do amor maternal, fertilidade. A raiz do nome “Ceres” também significa crescer! As festas em honra a deusa Ceres eram sempre associada às classes plebeias e eram celebradas em abril ou em maio, dependendo da civilização, mas sempre em rituais secretos.
Com o tempo as “padarias” assumiram a função de fabricarem cerveja, mas para os Vikings somente as mulheres podiam fabricar cerveja. Uma noiva carregava obrigatoriamente para sua casa como parte do “Enxoval” os utensílios para a fabricação da cerveja.
Na Idade Média estabelece de vez as “padarias” como as responsáveis pela fabricação da cerveja, até então tida como uma atividade familiar. Estes padeiros prestam serviço aos mosteiros que com o tempo adquirem o monopólico do fabrico da cerveja.
Os monges durante a Idade Média recebiam os viajantes e lhe serviam pão e cerveja e com o tempo conservaram e aperfeiçoaram a técnica no fabrico da cerveja, pois os mesmo eram os únicos que tinham a “sabedoria” de reproduzir os manuscritos, com as “receitas”.
Imaginar que na dieta diária de crianças eram destinados 2 litros de cerveja por dia é um fato que nos espanta, mas a verdade é que provavelmente muitas pessoas sobreviveram à peste e outras doenças exatamente por só consumirem cerveja e não água... Ou seja, muito provavelmente a humanidade está aqui até hoje porque em determinados períodos ela só tomou cerveja.
A cerveja, principalmente como era fabricada no passado era um verdadeiro alimento. Os monges, durante a quaresma, se abstinham de carne e outros alimentos porem não dispensavam a... Cerveja. Segundo alguns documentos antigos, a ração diária de cerveja durante o período da quaresma para cada padre no mosteiro era de... 5 litros por dia! Não é a toa que até hoje as cervejas mais famosas são as de “Abadias” e que o período da quaresma era cheio de assombrações!
Desde tempos remotos a cerveja é tida como a bebida da plebe enquanto o vinho era a bebida dos nobres. Não se sabe ao se devido ao tipo de fermentação própria de cada uma: A cerveja tem sua fermentação de forma espontânea enquanto para a fabricação do vinho deve- se amassar os grãos.
Com a minha pesquisa percebi uma analogia na cerimonia da “Ultima Ceia”:
Quando "Cristo" parte e distribui o pão como seu corpo e o vinho como seu sangue ele nos pede para fazer isso em sua lembrança. Será que ele não esta dizendo que o pão somos nós, que brotamos como a cevada, da terra e que somos simples, que fermentamos rapidamente, multiplicamos, efervescemos. O vinho representa o espirito, a nossa parte mais nobre, que deve ser testada (amassado, esmagado) a fim de que se possa dele tirar a essência?
Eu vejo isso:
Pão = corpo= cevada= cerveja= plebe= povo= matéria
Vinho= espirito=divindade